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Como já mencionamos a gravidez
de uma cadelinha dura em média 63 dias, podendo o parto adiantar
ou mesmo atrasar alguns dias.
Extremamente importante é se
marcar para controle pessoal, a data do cruzamento e isso porque
pode-se calcular com razoável precisão o dia do parto.
Dias antes da data prevista
para o parto, deve-se cortar o pelo em volta das mamas da YORK,
para que os bebezinhos encontrem as tetas com maior facilidade.
da mesma forma, para evitar que ela se suje muito durante o
parto, costumamos aparar, com cuidado, os pêlos em volta da
vulva.
Se o parto não ocorrer até o
dia seguinte a data prevista, é necessário levá-la ou chamar o
veterinário. Também é de se observar quando ocorrem vários
acasalamentos convém esperar a data marcada a partir do último.

Quando o parto se aproxima a
fêmea demonstra desconforto, não acha posição para se deitar e
dormir. Costuma respirar de forma acelerada, como se estivesse
com dor; lambe e olha para a vulva, recusa comida e procura seu
"ninho". Na verdade a cadela se mostra desassossegada.
As
contrações podem ser observadas nos músculos das costas num
movimento descendente.
Durante as contrações a cadela
descansa para armazenar forças.
O primeiro filhote poderá
nascer poucos minutos após o início das dores, mas algumas vezes
passa uma hora ou mais. Se apesar das dores fortes, não tiver
nascido nenhum filhote após 3 horas do inicio das dores, o
veterinário imediatamente deve ser procurado. Da mesma forma se
procede se as dores cessarem repentinamente sem que os filhotes
tenham nascido.
O comportamento da mãe nesse
estágio deve ser criteriosamente observado e isso porque
qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou
contrações sem a saída do feto indica problemas e o veterinário
deve ser procurado imediatamente.
Em geral a cadela controlará
todo processo de dar a luz cabendo nesse
caso, o proprietário criador ou não, acompanhar todo esse
procedimento, fazendo um cuidadoso registro do que se passa, ou
seja da chegada de cada filhote e sua respectiva placenta, ou
mesmo eventual problema que possa surgir.
As contrações curtas
"acomodam" os fetos e colocam o primeiro na pélvis. Com isso as
membranas fetais vão para a cérvix estimulando-a a achar uma
posição confortável, mexendo-se sem descanso em sua cama. Quando
o primeiro filhote entra na pélvis as contrações ficam mais
fortes, longas e constantes. Muitas vezes a cadela estica as
pernas durante as ondas mais fortes de contração e as vezes
esvazia a bexiga.
Finalmente o saco de água
(saco amniótico) é expulso. Algumas vezes o primeiro filhote
pode ser empurrado através da membrana do saco antes de aparecer
e observa-se um pequeno jorro de liquido. A cadela rompe o saco,
se ele tiver aparecido e puxa com os dente qualquer membrana
visível. Essas membranas dão ao canal de parto uma cobertura
escorregadia, que facilita a passagem.


Nesta fase a cadela em geral
fica deitada virando-se muitas vezes para limpar-se. A cada
virada ocorre uma vigorosa contração.
No primeiro parto em geral,
o primeiro filhote nasce 3 a 4 horas após o inicio dos
trabalhos. Logo que ele nasce a cadela limpa-o vigorosamente,
lambendo-o todo, remove as membranas (que costuma comer) e rompe
o cordão umbilical. O filhote incentivado pelas atividades de
limpeza e pelo ar em suas narinas não tarda a procurar uma teta
e começar a sugá-la. A placenta do filhote pode sair com ele ou
até 15 minutos depois. Quando há vários filhotes, um pode trazer
as placentas
anteriores.
Portanto a placenta pode ou
não se soltar nessa hora, mas o filhote nunca pode ser puxado
porque isso poderá lhe causar uma hérnia. Nesse caso espera-se
ela se soltar.
O segundo filhote pode nascer
a qualquer momento em um período de até uma hora. Ultrapassando
esse lapso temporal, percebendo-se que ainda tem filhote a
nascer e isso não ocorrendo, o veterinário deve ser procurado
imediatamente. A cadela pode até descansar entre um nascimento e
outro. Água fresca deve ser sempre oferecida a ela.
O parto costuma durar menos
quando não é o primeiro dela; o processo de expulsão costuma ser
mais rápido e fácil, com intervalos mais curtos.
Quanto a expulsão das
membranas placentárias, pode-se ressaltar que em geral as mesmas
são expelidas uns 15 minutos após cada nascimento, podendo sair
junto com o filhote seguinte.
Com freqüência a fêmea procura
comer as placentas. Isto não lhe fará mal; mas pode leva-la a
mais tarde vomita-las ou mesmo lhe causar uma diarréia de cor
esverdeada.
Existem criadores que deixam a
cadela comer as placentas alegando que a
mesma é rica em nutrientes.
O
importante mesmo é assegurar-se que o número de filhotes é igual
ao de placentas expelidas, e se isso não ocorrer é porque houve
retenção, havendo necessidade da comunicação imediata ao
veterinário visando-se afastar o risco de uma séria infecção
uterina.
O tempo total do nascimento
depende do número de filhotes, mas raramente ultrapassa a 6
horas.
Alguns problemas podem surgir
durante o parto aos quais a partir de então vamos nos deter.
Como já abordamos anteriormente, após algumas contrações o saco
(semelhante a uma bolha) é expelido do corpo da fêmea, que o
rompe libertando o filho.
No entanto se as contrações
não aumentam o volume do saco, ele retorna ao interior do corpo,
quando a cadela inspira o ar. Isso acontecendo deve-se examinar
atentamente a cadela durante a contração seguinte e isso porque
pode-se perceber surgir uma pata diminuta, o que significa que o
filhote está nascendo na posição incorreta. Nesse caso com um
pedacinho de pano macio e limpo deve-se segurar a patinha do
filhote para que quando a cadela inspirar o filhote não
retrocedera novamente ao interior do corpo dela. Na próxima
contração com todo o cuidado é necessário que se dê um pequeno
puxão. Tudo deve ser feito para que ele não escape, pois se
voltar ao interior do corpo da mãe apenas a habilidade do
veterinário cirurgião poderá salvar o filhote.

Mas o fato do primeiro filhote
nascer em posição incorreta não significa que os demais deverão
necessariamente nascer também nessa posição.
Outra situação séria que pode
ocorrer é no tocante ao filhote ficar entalado no meio do
caminho.
Nesse caso se a fêmea não
conseguir expeli-lo totalmente deve-se pegar um pedaço de pano
com o qual se segura o filhote e com absoluto cuidado o mesmo
deve ser puxado para fora. No entanto, é de grande importância
que a ação de puxar coincida com a contração da cadela.
Também devemos ponderar sobre
o saco que envolve o filhote. Ele pode romper-se durante os
trabalhos, mas em geral ele é expelido intacto, quando então a
cadela o abre com os dentes. O rompimento da membrana deve ser
imediato porque do contrario o filhote poderá sufocar-se. Desse
modo, se a cadela não conseguir rompê-lo, a pessoa que a assiste
deve fazê-lo imediatamente e isso porque o filhote precisa ser
libertado prontamente para se evitar que venha se afogar no
líquido.
No
momento em que o filhote for solto, a cadela começará a
limpa-lo, de uma forma até rude, lambendo-o e rolando-o de um
lado para o outro, fazendo com que ele chore e comece a
respirar.
Na seqüência começará a morder
o cordão umbilical, cuja as extremidades estão presas, uma ao
meio do abdômen do filhote e outra às secundinas ou páreas.
O corte do cordão umbilical é
uma operação a ser levada a cabo pela própria cadela. Esse
cordão é composto por diversos e minúsculos vasos sanguíneos que
requerem o tipo de tratamento que somente ela é capaz de dar.
Se ele for cortado
simplesmente logo após o nascimento com uma tesoura, pode
acarretar uma hemorragia.
Mas se a cadela não efetuar
dito corte cabe também a pessoa que a acompanha se incumbir de
tal tarefa, a qual pode ser realizada por dois modos: segura-se
o cordão bem perto do corpo do filhote cortando-se
o
mesmo com os dedos e unhas, ou então minutos após o nascimento
amarra-se o cordão com um barbante e em seguida corta-se o mesmo
com uma tesoura esterilizada. Nesse caso haverá pouco
sangramento.
Compete ainda observar que se
a cadela se apresentar exausta é incapaz de limpar o filhote e
este parecer sem vida em razão de um parto prolongado segure-o
entre as mãos, rolando-o entre elas. Este movimento equivale ao
das lambidas da mãe e logo mais se ouvirá um guincho,
demonstrando que o filhote está vivo.
Pode acontecer do liquido ter
entrado na boca do cãozinho e para evitar que desça aos pulmões,
vire-o de cabeça para baixo para que o líquido seja expelido.
Finalmente
cabe ressaltar que a pessoa que acompanha a cadela deve proceder
a uma apalpação abdominal, no fim aparente do parto, para
constatar se ainda existe algum filhote no ventre. Quando a
verificação não é conclusiva, convêm procurar o veterinário para
confirmar ou não o término do parto.
Teceremos ao final desta
página algumas observações:
1- Damos a nossas cadelas
durante o parto, nos intervalos entre os nascimentos dos
filhotes leite morno, bem como no período em que ela amamenta
sua cria, só cessando de oferecer-lhe após o período de desmame
.
2- Há necessidade também de se
oferecer a ela água fresca. O líquido contribuirá na produção do
leite que deve ser suficiente para amamentar todos os filhotes.
3- Deve ser adicionada mais
uma refeição a sua dieta habitual.
4- Costumamos prender os
pequenos tufos de pêlos de nossas fêmeas logo após o parto, para
não se colocar em risco os filhotes, que podem se enforcar nos
pelos longos de sua mãe.

5- Após o parto, as fezes da
cadela se apresentaram desmanchadas.
6- Também após o parto ela
apresenta uma secreção vermelho-escura, sendo que a medida que o
tempo passa, essa secreção se mostra mais clara até desaparecer.
Por tal razão costumamos banhar apenas a parte traseira,
mais precisamente a região da vulva das nossas fêmeas,
diariamente com água morna, secando-a, uma vez que voltando ao
ninho não pode se apresentar molhada.
7- É comum que a cadela vomite
seus alimentos pelo instinto natural de alimentar seus
filhos com comida pré-digerida, por não serem eles capazes de
mastigar. |