|
Amigos dos Yorks
Didi
Numa manhã ensolarada de
um domingo,mais precisamente no dia 18/01/1998 surgiu em
nossa casa um cãozinho vira-lata, de olhar terno, quase
suplicante.
De pronto foi acolhido,
inicialmente para ser alimentado, mas logo em seguida
apresentou sinais de estar doente.
Como abandonar um
vira-lata, principalmente aquele que se encontra em situação
de abandono, porque a coleira que trazia em seu pescoço
denunciava por si só que tinha um dono, que talvez o tenha
abandonado justamente por estar doente.
Imediatamente foi levado
ao veterinário, quando então foi constatado estar o pobre
bichinho gravemente enfermo, com cinomose.
Uma coisa é certa, no
mundo dos seres não-humanos, os mistérios são vários. Porque
nos procurou? É uma pergunta que ficou sem resposta. E aí
num consenso familiar, decidimos por ajudá-lo, jamais
iríamos deixá-lo na rua, lançando-o à própria sorte, porque
seria o mesmo que condená-lo a morte.
Passamos a chamá-lo de
DIDI e assim foi submetido a um intenso tratamento, com
acompanhamento veterinário diariamente, até que apresentou
melhora, até que ficou completamente curado.
Hoje vive tranqüilo em
nossa moradia, num belo residencial, correndo pelo extenso
gramado e saboreando os frutos do pomar.

E o observando, forte e
saudável, verificamos que deixou para trás aquele olhar
carente que denunciava os dias que provavelmente seu
estomago roncava de fome e que ao invés de água pura e
cristalina com que hoje mata sua sede, se servia daquela que
corria pela sarjeta, como costumeiramente se dá com os cães
sem raça definida, popularmente conhecidos por vira-latas.
Tempos difíceis que
cederam lugar a um olhar terno, que interpretamos seja
lotado de carinho e agradecimento pela acolhida, pela ajuda,
pelo amparo e pelo amor a ele dado espontaneamente por todos
nós.
Foi ele trazido de volta a
vida, pelo simples fato de o termos ajudado.
Demos a ele esperança,
acolhendo-o sem medo, sem preconceito por ser vira-lata, por
pura amizade. E dele nos orgulhamos.

Teddy
Passaram-se meses após a
adoção de DIDI, quando numa manhã chegamos a presenciar a
condutora de um veículo colocar em nosso jardim um
filhotinho também sem raça definida.
Tentamos alertá-la para
que não o abandonasse, mas ela sem nos dar qualquer atenção,
embarcou em seu veiculo, se afastando em desabalada
carreira.
Assim fomos até aquele
pequenino ser largado entre as folhagens que ornamentam o
jardim de nossa casa.
Ficamos surpresos ao
pegarmos aquele filhote de olhar espantado, provavelmente
sem entender o que lhe havia acontecido. Trazia numa das
pernas traseiras uma madeira ali enrolada com fita isolante.
Que absurdo.......
Do mesmo modo que se deu
com DIDI,não abandonaríamos aquele cãozinho. Assim, passamos
a chamá-lo por TEDDY, o qual foi imediatamente levado ao
atendimento veterinário, isso ocorrendo em 12/06/1999,
oportunidade em que foi –lhe dado como data provável de
nascimento, dezembro de 1998.
Foi então diagnosticado
ser ele portador de Displasia coxo-femural, mas apesar disso
é amigo inseparável de nossa labradora SHAKIRA, com ela
fazendo peraltices e mais peraltices, correndo e brincando
pelo extenso jardim de nossa residência, demonstrando também
ser um cãozinho feliz.

Shakira
Vivian's
Bela e alegre labradora de
cor preta, nascida em 21/04/2003, presente de Tio Dino, proprietário do Canil Vivian's Kennel,
especializado na criação de Beagles e Labradores.
Shakira de olhar meigo e terno adora uma peraltice e fez de
Teddy seu amigo inseparável, com ele correndo pelo gramado e
trazendo alegria ao nosso lar.

|